quinta-feira, 16 de agosto de 2012

ADEUS? NUNCA DIGA ADEUS...


Quando fitei seus olhos pela penúltima vez ...
Eu com alma poética não consegui dizer Adeus
É contínuo... O amanhã pode ser colorido apesar de o presente ser cinza
Acredito em vidas passadas e futuras vidas
Entende?
Posso até de ensinar mais uma vez a ser poeta
Deixar que o seu rosto recai mais uma vez sobre o meu peito
Tão doce...
Aqueço minhas lembranças para não te esquecer
Poderia agora estar com uma corda pendurava no pescoço
Tão dramático! Você diria em letras garrafais.
Deveria ter me ajoelhado nos teus desenhos e implorado pela tua chegada
Mas o mais importante neste momento era respeitar o Amor que você me deixou.
O maior presente que um homem possa receber...
Eu não tenho como negá-lo. Está aqui, ó, dentro de mim e ninguém nunca vai tirá-lo daqui.
Será que quem ama deseja realmente que outro seja feliz?
Uma parte de mim grita e desrespeita...mentira eu queria ser feliz com você
Um duelo da razão e da emoção.
Quem vencerá?
Quero deixar que o tempo resolva como uma louca luz que insiste em ficar acessa.
Obrigado minha...
Uma lágrima escorreu dizendo-me que a alma não é pequena: valeu
Naquele momento tive vontade de enxuga-la com a palma da minha mão,
Mas permiti que ela escorresse levemente sobre o teu rosto...
Contemplava pela penúltima vez a tua infinita beleza de ser única.

Rudolf Rotchild