sábado, 28 de julho de 2012

(RE)CONQUISTA


Deixo bater a saudade que insiste em ficar no meu coração.
Abraço o travesseiro que tem o seu cheiro e os meus sonhos são solícitos
Esperança e confiança em dias melhores.
Olhe! A primavera está próxima, os pássaros cantam em uníssonos
Como se diz mesmo aquela palavra que tanto tememos?
Amor.
No outro canto do quarto a tua lembrança em velas aromáticas semi-apagadas
Ilumina a tua alma
Fragmenta os seus medos
Encoraja os seus quereres
Insisto em dizer que nada acontece por um acaso
Lamento...
Se quiser pode acender a  luz
Assim de vejo melhor, assim preparo-me melhor para tua vinda
Não me sinto vítima da intensidade do teu aconchego
Tenho  ao lado da cama uma gata, um violão e uma música inacabada
A poesia me reconquista o legado de ser teu...
Todinho teu.

Do livro ainda não editado..."enquanto você não chega, eu escrevo poesia"