sexta-feira, 20 de julho de 2012

DONA DE MIM



Dona de mim quando eu chegar me surpreenda com os teus lábios lilás.
Ao se  encontrar não poupe a saudade.
Aproveite cada segundo que a vida de oferece.
Nascemos todo dia para o novo. O passado não serve mais para nada.
As lembranças são presentes.
Dona de mim quando eu chegar me dê um banho quente.
Aqueles lençóis vermelhos podem ser usados também para secar o corpo.
Por que não?! Somos adjetivos de um amor que ainda não tem nome.
O sol sempre anuncia as sementes que vão crescer.
Dona de mim quando eu chegar  me leve para sua casa, derrube as suas paredes, deixe a vergonha do lado de fora.
Seus segredos são confessados  bem próximo ao meu ouvido da alma.
O vaso que é forte não quebra com tanta facilidade.
Espera e verás que o hoje é único e infinito.
Dona de mim quando eu chegar invada o meu coração com a sua volúpia.
Peça uma pizza e um vinho à luz de velas.
Cante sussurrando músicas que só eu conheço.
Se embriague nos meus braços, carícias, colo, olhares...
Durma tranquila, Dona de mim, estarei do seu lado.

Rudolf Rotchild

NO JARDIM DA LEOPOLDINA

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