terça-feira, 4 de setembro de 2012

COLHEITA

Eu queria ousar mais uma vez de desnudar com os olhos.
A minha pele fica sensível.
Colher flores na primavera não é tão simples,
vivemos sem alarde.
Através do desejo eu vejo o que ninguém vê,
Sexo só com intimidade.
Um romântico fora do contexto?
Há momentos que o ninho é estranho.
Adapto-me a deitar em camas sem armários,
Quartos sem paredes,
Casas sem colchão.

Depois da Lua cheia farei a colheita,
dizem que traz sorte.
As nuvens negras se dissipam
A chuva cai...inunda o ser
Está tudo certo !
As coisas acontecem na hora certa ou na hora errada?
Para o amor não existe julgamentos 
Seja livre, invente uma vida de prazer
Apaixona-se sem expectativas
Tudo!