domingo, 28 de fevereiro de 2010

Lirovsky, o profeta do futuro

Quando a minha cabeça dói
O sangue vira tinta que mancha toda a minha camisa nova, CHINA
Que trafica corpos mentirosos feitos de silicone
Salve Santa Neosaldina
que cura as dores da cabeça que Nossa Senhora das Cabeças não cura
Que ninguém nos ouça: Puta que pariu porque não tomei antes de começar o apocalipse
Só sei o quanto foi sofrido
Escutar o zunido da prece das sete e meia que vibrava o martelo dos meus tímpanos
Só sei a culpa que se enrosca em meus miolos cerebrais
O quanto foi mãe-madrasta que até hoje se arrasta em meus pés de barro, moldados por anjos tortos
Salve São Jorge,
Me livre da culpa de não ser o que eu não sou.

E.T (em tempus):
No futuro estarei consolado pelo deus que acredito
Sem ser pai
Sem ser mãe
Sem ser filho
Apenas humano.


03/01/09
Para Lirinha
Rudi Rot