domingo, 16 de setembro de 2012

TEMPLO



Quando penso que você se foi...
Um gole de vinho ainda me diz que a tua presença é difícil de ser dissolvida
Pensar que o meu lamento é poético... só uma metáfora.
Como você está? Digo que estou bem.
Me lembro do teu corpo sobre o meu, me lembro da minha boca na minha boca, me lembro do seu ser em meu ser: Sagrado.
A onde eu estou? Delírio... respeitar o livre-arbítrio do outro é uma forma de amar o outro
Só eu sei o que tenho aqui dentro, delírio puro delírio.
As palavras saem repetidas... desapega, desapega, desapega...desculpe-me eu não consigo
E você está bem?
Queria ouvir outra resposta... descobri que te quero até que o amanhã...
Se ilumine e escureça, se ilumine e esclareça de uma vez por todas que você me quer mais uma vez antes que escureça.
Por favor, me leve a sério, eu não estou de brincadeira...
Por que os amores são líquidos?
Isso que é a vida.
Podia muito bem ter pensando um pouco mais antes de me apaixonar?
Mas daí não ouviria meu coração.
Decido! Vou deixá-lo no canto, quieto... a meditar sobre a vida.
Espera... não vai embora
Eu ainda não te esqueci.


Rudolf Rotchild