sexta-feira, 16 de julho de 2010

PRA ONDE VÃO OS MORTOS?

Eu, quando morrer quero ir para o céu dos artistas. Vou querer ser recebido por aplausos e por um dos fabulosos cenários de Marcelo Beraldi. Vai uma melodia de Luiz Melodia: "Eu entendo a juventude transviada ..."
Existir artista neste mundo é um desafio.
Os artistas que não são medíocres, são incompreendidos,  tem o seu tempo e o seu espaço diferente da normose. Não é nada fácil.
Não se submetem as regras e aos poderes com tanta facilidade.
A destruição fazem parte do seu processo de criação. Nem sempre espera resultados.
Com isso , sofrem muita pressão, são oprimidos e tem a sua liberdade podada.
Muitos buscam atalhos de sobrevivência, estratégias alternativas para não pertencer a este mundo: excessos de ordem ou o risco de ser livre.
São de Deus, fazem coisas "erradas".
Sãos aventureiros, viajantes do Universo: suas cores e o seu verbo.
Não são apegados a materialidade, querem gozar, são hedonistas.
Não há oportunidades, existe controle...
Um dia pegam o trem de ida e não voltam
Fica a saudade de quem fica e a esperança do reencontro.

 In memoriam a Marcelo Beraldi 


Rudi Rot (Rudolf Rotchild)