segunda-feira, 1 de março de 2010

MORADIA DE UM POETA

Mora um poeta em minha casa e eu não sabia
Moro em uma casa que tem 120 quartos
Não os conheço todos
Mas um ou outro
Eu trato de cumprimentar
Quando passo pelo elevador
Oi
Bom dia
Talvez...boa noite
Normalmente chego cansado
Quem será que habita os outros quartos?
Malditas vozes dissem que há pelos corredores muitos poetas em extases verboragi cos
Prometo tomar mais cuidado ao passar pela porta
Tocar suaves melodias como um na tua suave/áspera pele emocional
Afinal ser sensível
Entre gritos desposados e latidos dessarrumados
Não é tarefa fácil
Só aqueles que tem a poesia em seu íntimo entendem o crespusculo de domingo.


Rudi Rot

28/12/08

PRA ELA, UM POEMA

Oh Rosa dos ventos...

Me leva pra bem longe dessa violência cotidiana
Me-dá colo, me-dá colo, me-dá colo
Ame-me, ame-me, ame-me
(dizer do telefone ocupado)

A saudade de presente e nossa história tem sentido,
Além do conto de fadas,
Entre dragões reais e invisíveis
Caminho ao encontro do teu bolero
Teu sorriso é tudo de intraduzível
Há algum mal em transbordar o romantismo?
Eu sei do teu gozo,
Pernas e presença.
Doce.

06 de Abril de 2009
Rudolf Rotchild

Album de fotos Viagem para o Rio